“ANÁLISE DOS RELATOS VERBAIS DE CUIDADORES DE PACIENTES COM SEQUELAS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL”. BLANCO, M.B; GON, M.C.C.
Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil.
O AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente conhecido como “derrame cerebral” é a terceira causa de óbitos no mundo. Dentre os sobreviventes, 40% apresentam seqüelas incapacitantes que impedem ou dificultam a realização de atividades rotineiras, como lavar-se e alimentar-se, e o seguimento do tratamento. Sendo assim, o envolvimento e participação da família faz-se muito importante, pois é nela que, em primeira instância, o portador de doenças crônicas busca apoio. A presente pesquisa teve como objetivo analisar, a partir de relatos verbais, como cuidadores de pacientes com seqüelas de AVC avaliam a doença e suas implicações na rotina sócio-familiar. Foram entrevistadas sete cuidadoras (cinco esposas, uma filha e uma empregada), de faixa etária entre 18 e 62 anos e classe social baixa, responsáveis pelos cuidados de pacientes com seqüelas de AVC internados no setor de reabilitação de um hospital geral. Os resultados foram agrupados em nove categorias: conhecimentos sobre a doença, conseqüências físicas e cognitivas da doença, mudanças ocorridas devido à doença, sentimentos que a doença e o paciente despertam no cuidador, expectativas do cuidador em relação a doença e ao futuro do paciente, rotina de alimentação, rotina de higiene, rotina de transporte e atividades ocupacionais. De acordo com os resultados obtidos, observou-se que os cuidadores não possuem informações à respeito da doença, suas causas e tratamento, e que a maior dificuldade enfrentada por estes está relacionada às seqüelas físicas, que impossibilitam o paciente de realizar as atividades de vida diária, tornando-o dependente de seu cuidador. E ainda, a maior parte dos cuidadores são sobrecarregados pela atividade de cuidar, e obrigados a abrir mão de outras atividades profissionais e de lazer em função desta.
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