As necessidades das Pessoas Idosas exigem respostas ”urgentes” e “ousadas”
Dia 27 de setembro comemora-se o dia nacional das Pessoas Idosas, na verdade exceto as mesmas entidades que há muito tempo já atuam com os idosos e algumas empresas que recentemente estão investindo na valorização dessas pessoas, o que realmente há de se comemorar é o aumento da expectativa de vida da população e assim podermos conviver por mais tempo com a “sabedoria” das Pessoas Idosas.A sociedade como um todo e principalmente o Poder Público estão longe de cumprir sua parte para melhorar a “qualidade de vida” das pessoas com mais de 60 anos .Agora estamos diante de um “argumento demográfico”,onde pela primeira vez os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad)) do IBGE divulgados em 15 de setembro passado mostrou que em todo o país o número de pessoas com mais de 60 anos supera o de crianças com menos de 5 anos de idade. A população do estado é de 10.271.684 sendo 1.023.412 pessoas acima de 60 anos e apenas 772.393 crianças abaixo de 5 anos.
Precisamos estar atentos aos sinais dos tempos, principalmente abertos para ver as necessidades e os desafios das Pessoas Idosas hoje, porque numa sociedade que avança a passos de gigante e que muda continuadamente, não podemos nos contentar com nossos lentos e curtos passos de tartaruga em realizar ações concretas.
Á começar pela aplicação do Estatuto do Idoso, cujo não cumprimento pela Sociedade é motivo de ação judiciária, enquanto os Poderes Públicos agem como o Estatuto fosse mera “carta de intenções”.
Enfim, poderíamos analisar os 290 itens listados entre todas as deliberações finais da I Conferência Nacional do Direitos do Idosos e que precisam ser urgentemente atendidos, mas, para isto necessitaríamos de um jornal inteiro.
Assim sendo, propomos para que todos os esforços feitos até hoje em conseguirmos um Envelhecimento Ativo não seja apenas um direito de poucos é ousada, polêmica e provocativa, todavia, o momento exige atitudes firmes e necessárias;
Se o número de Pessoas Idosas é superior ao de crianças abaixo de 5 anos , logo, à começar pelos poderes públicos, cada “real” investido socialmente com as crianças também deve ser investido para com as Pessoas Idosas ou então haverá uma disputa desnecessária pelos insuficientes recursos e investimentos públicos entre as instituições de Pessoas Idosas contra às de crianças.
Dr. João Batista Lima Filho
Médico Geriatra e Gerontólogo
Coordenador da Pastoral da Pessoa Idosa CNBB/ Paraná
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